O EXCÊNTRICO WES ANDERSON

Destacando obras marcantes da carreira do cineasta, o Cine Humberto Mauro apresenta, de 25 (sexta-feira) a 31 de agosto (quinta-feira), a mostra O Excêntrico Wes Anderson


MOSTRA O EXCÊNTRICO WES ANDERSON

Data: 25 (sexta-feira) a 31 de agosto (quinta-feira)

Horário: conferir a programação

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

(Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)

Classificação Indicativa: Variável

ENTRADA GRATUITA, COM RETIRADA DE INGRESSOS A PARTIR DE 1 HORA ANTES DA SESSÃO, NA BILHETERIA DO CINE HUMBERTO MAURO

Informações para o público: (31) 3236-7400


Ilha dos Cachorros, de Wes Anderson. (Crédito: Divulgação)

Se uma imagem vale por mil palavras, cada fotograma de um filme de Wes Anderson é capaz de contar uma infinidade de histórias com o mais apurado grau de detalhamento. Conhecido por sua habilidade de criar mundos visualmente deslumbrantes e narrativamente complexos, a obra do cineasta estadunidense chega com toda a sua singularidade ao Palácio das Artes. O Cine Humberto Mauro apresenta, de 25 (sexta-feira) a 31 de agosto (quinta-feira), a mostra O Excêntrico Wes Anderson. Destacando obras marcantes da carreira do cineasta, as sessões gratuitas trazem nove filmes, incluindo os primeiros longas feitos pelo diretor. As exibições têm classificação indicativa variável, e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do Cine Humberto Mauro, a partir de 1 hora antes do início de cada sessão.

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Com uma carreira iniciada em meados dos anos 1990, Wes Anderson segue em plena atividade, desenvolvendo a cada filme sua estética meticulosa e peculiar e o traço artístico único, que o distingue largamente dos demais diretores de sua geração. Ao utilizar enquadramentos rigorosos e apresentar lugares e personagens com planos fixos, o diretor é capaz de criar uma dimensão própria, onde a comédia, a estranheza, o drama e primor visual se misturam. A arquitetura poética que marca o trabalho do cineasta provoca uma experiência que transcende os limites convencionais do cinema, e suas marcas autorais notáveis vêm cada vez mais atraindo olhares dos mais diversos espectadores ao redor do mundo.

Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a mostra O Excêntrico Wes Anderson. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm como mantenedores Cemig e Instituto Cultural Vale, Patrocínio Master da ArcelorMittal, Patrocínio da Usiminas e Correalização da APPA – Arte e Cultura.

Ecos artísticos da vida – Com seu estilo simétrico, uso de uma paleta de cores metodicamente selecionada e cenários visivelmente planejados, Wes Anderson se especializou em criar uma espécie de universo paralelo, uma realidade estilizada que desafia a percepção geral do comum. Lançando mão de um elenco fiel, constantemente formado por atores como Bill Murray, Willem Dafoe, Anjelica Huston, Owen Wilson, entre outros, seus artifícios dramáticos e cenográficos mantêm os filmes em constante comunicação com a literatura e o teatro, e compõem uma complexa ótica que costura o mundo infantil com elementos quase oníricos. Nesses pequenos universos próprios nos quais as figuras transitam, o diretor retrata o relacionamento familiar desajustado dessas personagens com muito humor e aventura.

Entretanto, se a construção imagética sofisticada e a excentricidade visual são o que chamam mais atenção na filmografia do realizador, um olhar mais atento pode revelar outros níveis de leitura em sua obra. Os filmes de Wes Anderson são repletos de cenários encantadores que misturam minimalismo e grandiosidade com histórias e personagens que, de tão estranhos, acabam falando uma linguagem universal sobre as angústias humanas, a família e o amor. É o que defende Rodrigo Azevedo, programador do Cine Humberto Mauro. “O que na verdade parece elevar o trabalho de Anderson a outro nível é sua habilidade de envolver o espectador em narrativas profundamente humanas, ainda que elas estejam cercadas por um véu de excentricidade. Seus personagens são retratados de maneira complexa, com anseios e receios humanos. Suas comédias, por exemplo, mantêm certo grau de melancolia. No coração de sua estética repousa uma estranheza essencial das tentativas de se criar um retrato da vida e dos sentimentos que experimentamos”, explica.

Ao longo da mostra O Excêntrico Wes Anderson, haverá também uma edição do programa História Permanente do Cinema, com uma sessão do filme Pura Adrenalina (1996), primeiro longa-metragem de Anderson, que permite analisar e explorar a origem de sua natureza estética tão insólita e expandir a experiência do espectador, fornecendo contextos e análises que podem aprimorar a compreensão do filme, da linguagem cinematográfica e da visão artística do diretor, além de resultar em uma apreciação mais profunda não apenas da obra em questão, mas também do cinema de uma forma mais ampla.

Um dos diretores mais originais do cinema norte-americano contemporâneo, os filmes de Anderson são conhecidos por se distanciarem do padrão realista hollywoodiano. “O mundo de Wes Anderson é um eco artístico da vida, onde o riso e a melancolia se entrelaçam, como se o absurdo e a realidade estivessem em constante diálogo, como se a ordem e o caos pudessem se unir numa imagem, como se o realismo dado pela perspectiva entrasse em choque com a fantasia e a artificialidade de um filme”, destaca Rodrigo Azevedo.

PROGRAMAÇÃO

25/08 SEX

13h CURTA NO ALMOÇO | 10 anos | 47min.

Rua Dinorá (Natália Maia & Samuel Brasileiro, Brasil-CE, 2022) | LIVRE | 17min

DOMY + AILUCHA: CENAS KETS! (DOMY + AILUCHA: KET’S STUFF!, Ico Costa, França/Portugal/Moçambique, 2022) | 10 anos | 30min

15h Três é Demais (Rushmore, Wes Anderson, EUA, 1998) | 16 anos | 1h33

17h HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA | Pura Adrenalina (Bottle Rocket, Wes Anderson, EUA, 1996) | 16 anos | 1h31 | Sessão comentada por Júlio Cruz, pesquisador e crítico

20h Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, Wes Anderson, EUA, 2001) | 14 anos | 1h50

26/08 SAB

15h A Vida Marinha com Steve Zissou (The Life Aquatic with Steve Zissou, Wes Anderson, EUA, 2004) | 14 anos | 1h59

17h30 Viagem a Darjeeling (The Darjeeling Limited, Wes Anderson, EUA-Índia, 2007) | 14 anos | 1h31

19h30 O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, Wes Anderson, EUA-Reino Unido, 2009) | 10 anos | 1h26

27/08 DOM

18h Moonrise Kingdom (Wes Anderson, EUA, 2012) | 12 anos | 1h33

20h O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, Wes Anderson, EUA-ALE, 2014) | 14 anos | 1h40

29/08 TER

15h Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs, Wes Anderson, Reino Unido-EUA-ALE-JAP, 2018) | 12 anos | 1h43

17h Três é Demais (Rushmore, Wes Anderson, EUA, 1998) | 16 anos | 1h33

19h CINECLUBE ACESSÍVEL | Meu Amigo Totoro (Tonari no Totoro, Hayao Miyazaki, JAP, 1988) | Livre | 1h26 | Sessão Azul: Dublada, com legendas em português, portas abertas e adequação de volume sonoro. Comentada por Camila Sanches Gomes, psicopedagoga e neurodiversa

30/08 QUA

16h Moonrise Kingdom (Wes Anderson, EUA, 2012) | 12 anos | 1h33

18h Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, Wes Anderson, EUA, 2001) | 14 anos | 1h50

20h30 A Vida Marinha com Steve Zissou (The Life Aquatic with Steve Zissou, Wes Anderson, EUA, 2004) | 14 anos | 1h59

31/08 QUI

16h O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, Wes Anderson, EUA-Reino Unido, 2009) | 10 anos | 1h26

18h O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, Wes Anderson, EUA-ALE, 2014) | 14 anos | 1h40

20h Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs, Wes Anderson, Reino Unido-EUA-ALE-JAP, 2018) | 12 anos | 1h43

CINE HUMBERTO MAURO – Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, o Cine Humberto Mauro foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico. Com 129 lugares, possui equipamentos de som dolby digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes 43 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de programação diversificada, bem como à criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual com a realização do tradicional FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e o Prêmio Estímulo ao Curta-metragem de Baixo Orçamento. O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras História Permanente do Cinema, Cinema e Psicanálise e Curta a Tela, entre outros. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS.  A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia. de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade. Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.


Texto: Fundação Clóvis Salgado


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