ARTE NAS ÁGUAS DE MINAS: CONHEÇA A 3ª ETAPA DO PROJETO QUE TRANSFORMA RESERVATÓRIOS DA COPASA EM GALERIAS A CÉU ABERTO


Com patrocínio da Copasa, iniciativa já passou por 12 cidades mineiras; nova fase começou em Santa Rita do Sapucaí e segue para Patos de Minas, Varginha, Timóteo e Pedro Leopoldo

Artes nas Águas de Minas 3º etapa (Credito: Uarlen Valério)


O projeto Arte nas Águas de Minas, patrocinado pela Copasa, chegou à sua 3ª etapa. A iniciativa transforma reservatórios de água da Companhia, no interior de Minas Gerais, em murais de arte urbana, unindo a linguagem do muralismo à estética do graffiti em diálogo com a arte contemporânea. A nova fase começou em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, e segue por mais quatro cidades: Patos de Minas, Varginha, Timóteo e Pedro Leopoldo.

Em cada cidade, a galeria a céu aberto é composta por três murais: um assinado por um artista convidado de renome nacional e dois por artistas locais, selecionados por chamamento público. O projeto também leva às comunidades oficinas gratuitas de arte urbana. Já em sua 3ª etapa, a iniciativa acumula 12 cidades atendidas nas fases anteriores: Divinópolis, Contagem, Araxá, Pouso Alegre, Montes Claros e Coronel Fabriciano (1ª edição); e Alfenas, Brasília de Minas, Teófilo Otoni, Frutal, Pompéu e Belo Horizonte (2ª edição).

Abertura em Santa Rita do Sapucaí

Artes nas Águas de Minas 3º etapa (Credito: Uarlen Valério)

A nova etapa foi oficialmente aberta em solenidade realizada em Santa Rita do Sapucaí, com a inauguração do primeiro mural, assinado pelo artista visual e muralista Caio Ronin, de Santa Luzia (MG). A obra, batizada “Samadhi”, retrata um jovem no ofício da olaria, moldando um vaso de barro e trajando camisa de time de futebol – uma ponte entre a tecnologia ancestral da cerâmica e a juventude contemporânea.

“Recebi o convite para participar do projeto através da equipe de curadoria e produção. Fiquei muito feliz, principalmente pela oportunidade de levar minha pesquisa para uma nova cidade e deixar uma obra que passa a fazer parte daquele território”, conta o artista, autodidata de 32 anos que pinta murais desde os 11. Sobre o processo criativo, ele explica: “Samadhi fala sobre a nossa relação com o tempo. A partir da aceleração da vida contemporânea, da pressa e da pressão por produtividade, a obra propõe um outro ritmo, mais atento e conectado com a matéria. O vaso de cerâmica aparece como uma metáfora desse processo, porque sua produção exige tempo, cuidado e uma relação diferente com a própria matéria e com nós mesmos.”

A escolha da obra reflete o eixo da curadoria desta etapa, assinada por Juliana Flores (Pública Agência de Arte). Segundo a curadora, o projeto passa a se debruçar sobre as histórias e os saberes transmitidos entre gerações – o “ouvir a água” –, e não apenas sobre a preservação do recurso hídrico, foco das etapas anteriores. “A gente quer fazer essa ponte entre o futuro, a inovação, a tecnologia e o passado”, resume Juliana Flores.

Para o presidente da APPA – Cultura & Patrimônio, Xavier Vieira, chegar à terceira etapa do Arte nas Águas de Minas mostra a força de um projeto que consegue unir arte, território e transformação social, sempre em diálogo com a água. “Ao levar arte urbana para espaços públicos de diferentes cidades mineiras, criamos uma das maiores galerias a céu aberto do país, e abrimos um espaço de encontro entre artistas, comunidades e diferentes formas de conhecimento”, afirma. Segundo ele, o momento também reforça o papel institucional da associação: “Para a APPA, é especialmente significativo participar de uma iniciativa que amplia o acesso à cultura e, ao mesmo tempo, valoriza a identidade e as histórias de cada cidade do interior de Minas Gerais.”

Já pela Copasa, a superintendente Lucélia Morioka destacou a dupla iniciativa da companhia na cidade que recebeu a abertura da etapa: “Em Santa Rita do Sapucaí, a Copasa uniu dois projetos muito bonitos: o Arte nas Águas de Minas, que leva arte urbana para os reservatórios de Minas Gerais, e o patrocínio ao Hack Town, o festival que une inovação, tecnologia, cultura e comunicação na cidade.”ade. Apoio: Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da Plataforma Semente. 

Artes nas Águas de Minas 3º etapa (Credito: Uarlen Valério)
Artes nas Águas de Minas 3º etapa (Credito: Uarlen Valério)

Sobre a APPA – Cultura & Patrimônio

A Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes (APPA) – Cultura & Patrimônio é uma associação cultural sem fins lucrativos, sediada em Belo Horizonte, que tem como principal objetivo a promoção de iniciativas artísticas, culturais e patrimoniais que favoreçam o desenvolvimento socioeconômico. Em mais de 30 anos de atuação, já desenvolveu, gerenciou e executou mais de 240 projetos aprovados em diferentes mecanismos de financiamento cultural.

O projeto Arte nas Águas de Minas é uma realização do Ministério da Cultura, da APPA – Cultura & Patrimônio. O patrocínio é da Copasa. Viabilizado pela Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Texto: Alex Bessas

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