Coreografia para o samba-enredo do Escola de Samba Canto da Alvorada e medleys carnavalesco e operístico para vozes surpreenderam, transformando lugares de passagem em palcos
Exposição elaborada em conjunto com o Iepha eIntervenção Carnavalesca
Data: 27 de fevereiro
Locais: Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins
(Rodovia LMG 800, KM 7.9, S/N, Confins)
Rodoviária de Belo Horizonte
(Praça Rio Branco, 100, Centro)
Horários: 11h (Rodoviária)
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7307 / www.fcs.mg.gov.br
Informação para a imprensa:
Arthur Santana | (31) 3236-7377 | (31) 98325-9162 | arthur.santana@fcs.mg.gov.br o MPMG celebra a cultura negra no Estado
A Cia de Dança Palácio das Artes apresentou nesta quinta-feira, 27/02, dois “Flash Mobs” embalados pelo enredo da Escola de Samba Canto da Alvorada, de 2023, “A Saga da Cultura nos 50 Anos de História, Dessa Casa que é do Povo Sempre Regada de Memória”. A surpresa ocorreu, pela manhã, na rodoviária de Belo Horizonte e, à tarde, no Aeroporto de Confins, surpreendendo passageiros que chegavam ou saíam da capital, depois de eleger o destino das festas e do feriado. O samba e a coreografia celebram a história do Palácio das Artes, desde a fundação, sob o signo da arquitetura de Oscar Niemeyer, autor do projeto original.
A aparição inusitada chamou à atenção tanto daqueles que chegam, ansiosos pelo Carnaval da Liberdade e suas atrações – folia, agito entre blocos, animação, balada e multidão –; quanto dos que partem, em busca de outros destinos, incluindo os do interior, o Carnaval da Tranquilidade. Os 18 bailarinos da Companhia transformaram um lugar de passagem em palco.
“Estou aqui, viajando para Arcos, para passear e apareceu esse pessoal. Achei lindo, gostei demais, fiquei feliz”, afirma Douglas Ferreira, 65, aposentado, ao esperar o ônibus para o interior de Minas Gerais, onde passará o Carnaval. Rosinei Silva, 69, também aposentada, se surpreendeu ao saber que o Flash Mob era da Cia de Dança Palácio das Artes: “Que coisa mais bonita! Tanta gente triste hoje em dia, vocês merecem tudo de bom por alegrar assim. E eu não sabia que era do Palácio das Artes, fui lá pela primeira vez tem pouco tempo, com um grupo de terceira idade que frequento”, relembra.
Canto da Alvorada e Palácio das Artes – A coreografia do “Flash Mob” é fruto de construção colaborativa entre os bailarinos do grupo. O trabalho começou quando, espontaneamente, a Escola de Samba Canto da Alvorada fez homenagem, em 2023, à história do Palácio das Artes. A dança entrou na comissão de frente da escola e foi avaliada com nota 10 no desfile em Belo Horizonte. Os corpos dos artistas ondulam e se contorcem mimetizando a arquitetura do prédio, em movimentos carnavalescos e harmoniosos.
Para a Secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane Miriam de Souza, que esteve presente, o “Flash Mob” é um cartão de visitas. “Foi maravilhoso compartilhar um pouco da nossa arte com as pessoas que estão chegando para curtir o Carnaval, mostrando que a cultura de Minas Gerais é imensa e tem, no Palácio das Artes, um de seus grandes símbolos, tão bem contado pelo samba-enredo e pela dança que vimos aqui hoje”, afirma.
Carnaval e ópera – Fechando o dia de “Flash Mobs”, o Palácio das Artes retornou à rodoviária de Belo Horizonte, desta vez, às 19h, com o Coral Lírico de Minas Gerais. O grupo apresentou duas peças, a primeira, “Abertura – Medley Carnavalesco 2”, mescla referências eruditas e populares e a segunda “Corálico”, um medley do repertório operístico.
CIA DE DANÇA PALÁCIO DAS ARTES – A Cia de Dança Palácio das Artes é reconhecida nacionalmente, sendo referência para a história da Dança em Minas Gerais. Foi institucionalizada, em 1971, pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), por meio da fusão dos integrantes do Ballet de Minas Gerais e da Escola de Dança, ambos dirigidos por Carlos Leite. Atualmente, desenvolve repertórios de dança contemporânea e atua também nas óperas da FCS. Tendo a cocriação e a transdisciplinaridade como pilares, a CDPA desenvolve pesquisas quanto à diversidade do intérprete na cena artística contemporânea, estabelecendo frutífero diálogo entre tradição e inovação. Ao longo de seus 53 anos de atuação, já se apresentou em várias cidades de Minas e em diversas capitais do Brasil, além de países como Cuba, França, Itália, Palestina, Jordânia, Líbano e Portugal.
CORAL LÍRICO DE MINAS GERAIS – Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. Interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Participa da política de difusão do canto coral, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização das séries Concertos da Liberdade – Lírico ao Meio-Dia e Lírico em Concerto –, Coral Lírico na Cidade e Noites Líricas, além de integrar as temporadas de óperas da FCS. O Coral Lírico de Minas Gerais teve como regentes Luiz Aguiar, Marcos Thadeu Miranda Gomes, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes, Lincoln Andrade e Lara Tanaka.
FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Palácio da Liberdade, espaços geridos pela FCS. A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado é responsável, ainda, pela gestão do Circuito Liberdade, do qual fazem parte o Palácio das Artes, Palácio da Liberdade e a CâmeraSete. Em 2021, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todas as pessoas.
Texto: Fundação Clóvis Salgado