Elaboração de projetos executivos de restauração orienta a preservação e o futuro uso do equipamento cultural tombado
O projeto do edifício CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais teve seu início oficial em setembro de 2025. Trata-se de uma iniciativa voltada à revitalização do equipamento cultural tombado pelo Patrimônio Histórico-Cultural de Belo Horizonte, por meio da elaboração dos projetos arquitetônicos e complementares executivos de restauração. Esses projetos irão reunir as informações técnicas e documentais necessárias para viabilizar futuras intervenções no imóvel, garantindo a continuidade de sua vocação como espaço expositivo e formativo no campo das artes visuais.
O projeto foi aprovado e captado integralmente, com período de execução previsto entre 1º de outubro de 2025 e 31 de julho de 2026, totalizando dez meses. A iniciativa conta com a parceria da Fundação Clóvis Salgado, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, e o apoio do Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Plataforma Semente/CeMAIS.
A execução do projeto está estruturada em três fases principais. A Fase 1, dedicada ao reconhecimento e à compreensão do espaço, foi realizada entre outubro e dezembro de 2025 e compreendeu a pesquisa histórica da edificação, o levantamento arquitetônico e fotográfico, o mapeamento de danos, a análise do estado de conservação e a elaboração de estudo preliminar, desenvolvidos a partir de visitas técnicas e reuniões com gestores e equipes envolvidas. Como resultado dessa etapa, foram entregues relatórios técnicos textuais e iconográficos, desenhos técnicos, levantamentos fotográficos e os respectivos registros de responsabilidade técnica.
A Fase 2 corresponde à etapa de desenvolvimento dos projetos básicos e complementares de restauro e acontecerá a partir dos diagnósticos consolidados na fase anterior. Essa etapa compreenderá a definição das diretrizes de intervenção, a elaboração dos projetos arquitetônico e complementares, modelagem 3D, bem como a especificação de técnicas, materiais e procedimentos compatíveis com a preservação do bem cultural. Os trabalhos são conduzidos em conformidade com as normativas dos órgãos de proteção ao patrimônio e envolveram reuniões técnicas de alinhamento com gestores e equipes especializadas. Concluída essa fase, serão entregues os projetos técnicos completos de restauração, incluindo desenhos executivos, memoriais descritivos, especificações técnicas e os respectivos registros de responsabilidade técnica.
A Fase 3 corresponde à etapa de consolidação e finalização dos materiais técnicos produzidos ao longo do projeto. Essa fase contempla a revisão, compatibilização e organização de toda a documentação técnica e gráfica, assegurando a coerência entre os diferentes projetos e o atendimento às exigências legais e institucionais. Incluiu, ainda, o preparo dos arquivos finais para entrega aos gestores e aos órgãos competentes, garantindo utilização adequada em futuras etapas de captação de recursos e execução das obras de restauração. Com a conclusão desse processo, serão entregues os conjuntos completos de projetos, relatórios consolidados e documentação técnica organizada, aptos à aprovação e à implementação.
A prestação de contas será realizada em etapas, com um primeiro envio referente ao primeiro mês de execução, seguido de duas prestações parciais quadrimestrais e, por fim, a prestação de contas final, a ser entregue após o encerramento do projeto, em setembro de 2026. A responsabilidade pela condução do projeto é do Setor de Projetos da APPA, com coordenação e acompanhamento da equipe técnica formada por diretoria, coordenações, analistas e assistentes especializados em patrimônio cultural.
Realização: APPA – Cultura & Patrimônio. Correalização: Governo de Minas Gerais/Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, por meio da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes e Circuito da Liberdade. Apoio: Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da Plataforma Semente.