Palco de Encontro | Vozes Femininas | Setembro

Palco de Encontro | Vozes Femininas | Setembro

Unir vozes, dizeres e conquistas por meio da diversidade musical para demonstrar a abrangência e influência das Vozes Femininas no cenário nacional. Assim será a 4ª edição do Palco de Encontro,  programa da Fundação Clóvis Salgado que busca valorizar a música mineira e seus artistas.

A Banda DOLORES 602 recebe as convidadas: Aline Calixto, Bia Ferreira, Josi Lopes, Marina Machado, Bia Nogueira e Tamara Franklin.

Formada por Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais), a Banda DOLORES 602 divide o palco também com as musicistas Analu Braga (percussão), Vanilce Peixoto (violoncelo) e à multi-instrumentalista Verônica Zanella.

O evento acontecerá no dia 24 de setembro, no Grande Teatro do Palácio das Artes e tem direção cênica e participação de Bia Nogueira e iluminação de Flávia Mafra.

Palco de Encontro

O Palco de Encontro é um programa da FCS que promove o encontro entre artistas da música mineira no palco do Grande Teatro do Palácio das Artes. Seu objetivo é promover apresentações diferenciadas da produção musical do estado, convidando instrumentistas, cantores, compositores para dividirem o palco e partilharem com o público essas parcerias, que acontecem em sua maioria pela primeira vez em suas carreiras.

 

DOLORES 602

DOLORES 602 é composta por Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais). As quatro mineiras integram a banda há sete anos e juntas lançaram em 2014 seu primeiro EP. Este primeiro registro fonográfico trouxe a oportunidade de se apresentarem em diversos festivais de música, como o Festival Marreco e Festival Balaio (Patos de Minas), Festival Timbre (Uberlândia) e Música Mundo (Belo Horizonte). Também foram premiadas oito vezes com suas composições em festivais de canção pelo Brasil.

Analu Braga

Iniciou seus estudos com o percusionista Carlos Bolão, e na sequência estudou com Décio Ramos e Paulo Santos do grupo Uakti. Fez oficinas relacionadas à cultura popular Brasileira, ritmos como o Maracatu, côco, Ciranda, tambor de crioula, bumba meu boi, choro, samba, com mestres e brincantes da cultura popular como Lenis Rino, Daniela Ramos, Carlinhos de Oxóssi, Carlinhos Ferreira, Guello, Carlos Stasi, Tião Carvalho, Humberto Maracanã, Grupo “A Barca”, Grupo Barbatuques, Oscar Bolão, Marcos Suzano, Mestre Walter França , Eder “o rocha”, Naná Vasconcelos, Zezé Menezes, Alessandra Belloni, Santiago Reyther, Santiago Vázquez, Alejandro Oliva, e como integrante do grupo Sarandeiros, participou de diversos festivais de “danças folclóricas”, tocando em países como Canadá, Espanha, Itália, Bulgária e Peru. Já tocou com diversos artistas e grupos da cena musical Mineira /Brasileira  como Vander Lee, Fala Tambor, Trovão das Minas, Bantuquerê, Corta Jaca, Chico Lobo, Bilora, Frito Na Hora, Quatro Na Roda, Chama o Síndico, Sagrada Profana, Senta a Pua, Wilson das Neves, Elza Soares, Paulinho Boca de Cantor. Formou-se no curso de Licenciatura em Educação Musical, pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) em Belo Horizonte. Puxa a bateria de alguns blocos de carnaval , como o Bloco da Esquina, Atrás do Jacaré, Bloquinho e Bicharada, e participa, tocando percussão em muitos outros.

Vanilce Peixoto

Violoncelista e arranjadora natural de Belo Horizonte, Vanilce Peixoto integra o duo de violoncelos, Du’Orin Cello, onde dedica-se à pesquisa da música popular brasileira e escreve arranjos inéditos para o Duo. Como integrante da Orquestra Opus, tocou com artistas renomados como Guilherme Arantes, Maria Gadú, Flávio Venturini, Sandra de Sá, Tunai, Derico Sciotti, Celso Moreira, dentre outros e ainda como primeiro violoncelo dessa mesma orquestra, atuou no projeto “Orquestrando Brasil”. Foi ao ar no programa Sr. Brasil transmitido pela TV Cultura ao lado da cantautora mineira Irene Bertachini. Gravou e participou como arranjadora do segundo disco intitulado “Tão Tá” do grupo Luiza Brina e o Liquidificador, que teve estréia em Janeiro de 2017 no Teatro Bradesco de Belo Horzionte. Graduada em Licenciatura pela UFMG em 2013, hoje aperfeiçoa-se no curso de bacharelado em violoncelo na mesma instituição sob orientação de Elise Pittenger.

Verônica Zanella

A multi-instrumentista Verônica Zanella, iniciou seus estudos na música aos 5 anos de idade, como autodidata. Posteriormente, estudou violão clássico, arranjo, contrabaixo, guitarra, canto e produção musical com professores particulares e também no Valores de Minas. Iniciou os estudos em licenciatura/música na UEMG cursando até o 4º período. Atua como instrumentista em vários projetos. De 2002 a 2007 integrou o Grupo Clave de Sol, tocando musicas folclóricas. Integrou também uma Banda Católica, realizando diversos shows em Minas Gerais, entre eles a abertura de um show da Banda Rosa De Saron.

Aline Calixto

Aline Calixto, carioca que se mudou para Minas Gerais ainda criança, lançou seu primeiro disco em 2009 (Warner Music) e, desde então, chama a atenção do público e da mídia especializada. Logo no álbum de estreia, intitulado Aline Calixto, a artista ganhou o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na categoria ‘melhor disco do ano’, além de concorrer ao PMB (Prêmio da Música Brasileira) nas categorias‘melhor cantora de samba’ e ‘melhor cantora voto popular’. Em 2011, é novamente indicada ao PMB na categoria ‘melhor cantora de samba’ com seu segundo álbum, Flor Morena (Warner Music), além de ganhar notoriedade nacional quando a música que batiza o disco entra na trilha sonora da novela das 21h (Fina Estampa/TV Globo).  Em 2014, estreou seu bloco de carnaval Bloco da Calixto, que, em 2016, arrastou cerca de 80 mil pessoas pelas ruas da capital mineira.

Bia Ferreira

Desde que o tempo é tempo, no mundo se canta. Eis que surge mais Voz no mundo negrx musical Bia Ferreira. Num cenário em que a repetição de fórmulas, a vulgarização da sexualidade, a segmentação de mercado, a falta de raízes, e outras coisas que ditam as regras no perfil da música brasileira, ela chega portando o estandarte de uma negritude musical performática em gesto, fala, som e cordas. Compositora, com potente trabalho autoral, brasileira sem clichê, moderna sem forçar a barra, batuqueira natural, de musicalidade profunda, suavidade jazzística, e devota suprema do balanço. Bia é artista do ghetto e sua voz é dissonante e ativista.

Josi Lopes

Josi Lopes é mulher, negra, mineira, que traz em seu trabalho cênico e musical as fortes referências de sua ancestralidade miscigenadas com as referências musicais contemporâneas; um hibridismo de música étnica, fortemente referenciada pelos tambores do congado mineiro e o cosmopolitismo afrofuturista. É atriz, percussionista, cantora, compositora que começou a trajetória nos batuques do Tambor Mineiro em 2008 em BH, mas apertou o passo da sua trajetória nos palcos de Sampa, misturando a música e o teatro. Se destacou como atriz principal de grandes musicais como O Rei Leão (Broadway), Mudança de Hábito, Ghost o Musical e Alegria Alegria com Zélia Duncan. Lançou seu EP “Essência do Tambor” em 2017 em SP e se apresentou no Sesc Belenzinho, no Festival de Arte Negra; na SIM São Paulo; Música Mundo; MECA Inhotim, com o ICONILI, banda da qual é vocalista recém integrante; lançou clipe pela RedBull; gravou a 5ª temporada do programa Cantoras do Brasil do Canal Brasil em parceria com Anna Tréa; está prestes a lançar novo single no portal Geledés, o mais importante portal de temática negra no país, juntando as informações de sua musicalidade e seu ativismo negro. Depois de anos como banda instrumental, Josi Lopes acaba de integrar como vocalista do ICONILI, mudando os rumos do grupo mineiro, até então instrumental, que lança o primeiro trabalho vocal ainda este ano.

Marina Machado

Marina Machado participou no álbum de Milton Nascimento “Pietá”, e, por cerca de três anos, participou de sua turnê mundial (2003 – 2005). Ela também foi a primeira cantora a ser lançada pelo selo de Nascimento, com seu aclamado CD Tempo Quente (2008). Antes disso, Marina gravou dois álbuns solo, “Baile das Pulgas” (1999) e “Marina Seis Horas da Tarde” (2002). A cantora, também assinou três parcerias fonográficas com o compositor Flávio Henrique nos CDs “Flávio Henrique e Marina Machado” (1997), “Aos Olhos de Guignard” (2001) e o DVD “Hotel Maravilhoso” (2007). Além disso, ela produziu o álbum experimental “Desoriente um País – Hebraico” (1998), uma parceria entre ela, a cantora Regina Souza e a fotógrafa Márcia Charnizon. Vários experimentos com musicais de rua, culminaram na criação da Companhia Burlantins, uma parceria entre Marina, Regina Souza e Maurício Tizumba. Marina também fez várias participações incomuns em bandas de rock, como Jota Quest e Tianastácia. Participou de shows e CDs com orquestras, como a Big Band de Maria Schneider no festival “Tudo é Jazz”, com a Filarmônica de Minas Gerais, regida pelo maestro João Carlos Martins e outros compositores renomados como Hermeto Pascoal, Wagner Tiso, Tunai, Fernando Brant, Lô Borges, Samuel Rosa, Seu Jorge, Lula Queiroga, Caetano Veloso, João Bosco, Flávio Venturini, Chico Amaral e Tavinho Moura.

Tamara Franklin

Oriunda de Ribeirão das Neves, mulher, preta, cantora, compositora, pesquisadora da cultura popular e afrobrasileira e, antes de mais nada, MC. Tamara Franklin é a artista à qual cabem todos estes títulos. Ainda criança Tamara já escrevia seus primeiros versos. No ano de 2005, aos 14 anos, fundou o grupo Ideologia Feminista H2S2 (Hip Hop Sobre o Salto) a fim de desconstruir o machismo predominante no RAP. Tamara Franklin foi a primeira mulher mineira a cantar no maior festival de Hip Hop da América Latina: HÚTUS (2009). Empoderando de sua ancestralidade, saberes e experiências por via de todas as suas referências, em 2014 lançou seu primeiro videoclipe, que deu origem no ano seguinte ao CD de mesmo nome, Anônima. Esse trabalho marcou sua trajetória, pois foi classificado em 22º lugar pelo site especializado VaiSerRimando no ranking dos melhores videoclipes do Rap nacional do ano.

O evento tem correalização da APPA- Arte e Cultura.

Lei da meia-entrada: A Lei Federal nº 12.933/2013 dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artísticos culturais e esportivos. Clique e acesse o texto na íntegra.

INFORMAÇÕES GERAIS
O quê? Palco de Encontro – Vozes Femininas
Onde? Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte/MG)
Quando? 24/09 | 20h30
Entrada?R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada) – COMPRAR INGRESSOS
Informações para o público (31) 3236-7400